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Amor e Relacionamentos

Estilos de apego: descubra qual é o seu

Sarah
Relationship Psychologist, MA
Atualizado em
16 min de leitura

Você provavelmente já pensou: tem alguma coisa errada comigo.

Talvez você fique ansioso quando uma mensagem passa três horas sem resposta. E odeie sentir essa ansiedade — mas odeie ainda mais não conseguir controlá-la. Talvez aconteça o contrário: alguém começa a gostar de verdade de você e, em vez de se sentir bem, você se sente preso e começa a inventar motivos para ir embora. Ou talvez você tenha escolhido o mesmo tipo de pessoa emocionalmente indisponível em quatro relacionamentos seguidos e pensado: sério, de novo?

Não há nada de errado com você. O que está aparecendo é um estilo de apego: um conjunto de expectativas sobre intimidade que você aprendeu muito cedo, antes de poder escolher, e que ainda funciona silenciosamente em segundo plano toda vez que você se aproxima de alguém.

Neste artigo, você vai entender o que são os estilos de apego, de onde surgiu essa ideia, como descobrir o seu e o que realmente muda depois disso.

Duas pessoas sentadas próximas, mas olhando em direções diferentes — distância emocional apesar da proximidade física

Como surgiu a teoria dos estilos de apego

A teoria é antiga e não começou com relacionamentos amorosos.

Em meados do século XX, o psiquiatra britânico John Bowlby estudava crianças que haviam sido separadas dos pais. Ele percebeu algo que a psicologia da época não explicava bem: o sofrimento dessas crianças não se devia apenas à ausência de alguém que fornecesse comida e abrigo. O vínculo em si importava. Bowlby defendia que os seres humanos nascem preparados para formar vínculos de apego e que a qualidade dos primeiros vínculos molda o que passamos a esperar das outras pessoas.

Mais tarde, a psicóloga americano-canadense Mary Ainsworth deu sustentação empírica à teoria. Ela criou um procedimento em que o cuidador saía por alguns instantes de uma sala desconhecida onde estava com uma criança pequena e depois voltava. Ainsworth não observava apenas o choro durante a separação, mas principalmente o reencontro. Algumas crianças ficavam abaladas, iam direto até o cuidador, eram consoladas e voltavam a brincar. Outras quase não reagiam e mantinham a atenção nos brinquedos. Algumas buscavam consolo, mas o rejeitavam quando ele era oferecido. Esses diferentes comportamentos no reencontro deram origem às categorias de apego que ainda usamos.

A passagem da infância para os relacionamentos amorosos adultos aconteceu décadas depois, quando pesquisadores perceberam que a forma como adultos descreviam suas relações românticas se encaixava em padrões muito parecidos. Essa é a versão da teoria que a maioria das pessoas conhece hoje.

Uma ressalva importante, que muitos artigos sobre o assunto deixam de lado: o estilo de apego é uma descrição, não um diagnóstico. Ele não aparece em manuais diagnósticos, não é um tipo de personalidade e não é um rótulo permanente. Encare-o como um mapa, não como uma sentença.

Quais são os 4 estilos de apego?

Os quatro estilos de apego são seguro, ansioso (também chamado de ansioso-preocupado), evitativo (também chamado de evitativo desdenhoso) e evitativo-temeroso (também chamado de desorganizado). Cada um oferece uma resposta diferente à mesma pergunta fundamental: quando eu precisar de alguém, essa pessoa estará presente — e é seguro precisar dela?

Antes de analisar cada um, veja um resumo rápido:

EstiloExpectativa centralComo aparece sob estresse
SeguroEm geral, as pessoas são confiáveis, e precisar delas é normalDiz o que está errado, pede o que precisa e se recupera
AnsiosoA proximidade é boa, mas pode desaparecer; preciso me esforçar para mantê-laInsiste, explica demais, busca reafirmação e não consegue se acalmar
EvitativoDepender das pessoas acaba mal; é mais seguro resolver tudo sozinhoAfasta-se, fica em silêncio, precisa de espaço e minimiza o problema
Evitativo-temerosoQuero proximidade, mas ela também é perigosaAproxima a pessoa e depois a afasta, muitas vezes em questão de dias
Uma mão alcançando o ombro de alguém por trás, enquanto essa pessoa vira levemente o corpo para o outro lado

Quase ninguém se encaixa perfeitamente em um único estilo. A maioria das pessoas tende mais para um deles, mas também apresenta características de outro. Essa tendência fica mais forte quando estão cansadas, estressadas ou se relacionando com determinada pessoa.

Duas observações sobre a tabela. Primeiro, quase ninguém se encaixa perfeitamente em um único estilo. A maioria das pessoas tende mais para um deles, mas também apresenta características de outro. Essa tendência fica mais forte quando estão cansadas, estressadas ou se relacionando com determinada pessoa. Segundo, esses estilos não são apenas quatro versões da mesma coisa: o ansioso e o evitativo usam estratégias praticamente opostas para lidar com o mesmo medo.

Se você olhou para a tabela e pensou não acredito, sou eu, está no lugar certo. O curso de Psicologia dos Relacionamentos do Astra Trainer ajuda você a identificar seu estilo com mais profundidade em cerca de quinze minutos, uma lição curta por vez — e oferece uma análise mais honesta do que qualquer lista rápida conseguiria.

Apego seguro

O apego seguro é o estilo sem grandes emoções — e esse é justamente o ponto.

Quem tem um estilo seguro espera, quase sem pensar, que as pessoas que se importam estarão presentes. Por isso, quando a pessoa com quem se relaciona passa um dia distante, a primeira explicação que vem à mente é “ela teve um dia difícil no trabalho”, e não “ela vai me abandonar” ou “ainda bem, eu precisava de espaço mesmo”. Essa pessoa consegue dizer “isso me magoou” sem passar duas horas se preparando. Também consegue ouvir “isso me magoou” sem entender “você é uma pessoa ruim”. Ela fica chateada como todo mundo, mas depois o incômodo passa, em vez de virar um drama de três dias.

Cerca de metade das pessoas apresenta apego seguro — algo que vale a pena dizer, porque a internet faz esse estilo parecer raro e exótico. Não é. E, principalmente, ele não está restrito a quem teve uma infância perfeita. Muitos adultos seguros chegaram lá pelo caminho mais longo: por meio de um bom relacionamento, uma boa amizade ou um trabalho sério de autoconhecimento.

Esse caminho tem um nome: segurança adquirida. E desenvolver um apego seguro na vida adulta é um processo lento, mas totalmente possível.

Apego ansioso

O apego ansioso se desenvolve quando a proximidade existia, mas era imprevisível.

Se em alguns momentos você recebia cuidado e em outros não, sem conseguir entender a regra, a adaptação mais lógica era observar tudo com muita atenção e se esforçar bastante. Analisar o tom. Conferir o celular. Tentar antecipar o problema. Quem tem esse estilo não é “grudento” sem motivo. Essa pessoa aprendeu que se manter alerta era o que preservava o vínculo, e esse aprendizado não desaparece de repente só porque agora ela tem trinta e um anos e se relaciona com alguém totalmente confiável.

Por dentro, a sensação é mais ou menos assim: uma mensagem fica sem resposta e seu dia sai dos eixos. Você escreve, apaga e escreve de novo. Relê a última conversa procurando o momento exato em que tudo deu errado. Diz a si mesmo que está exagerando, mas isso não ajuda em nada, porque o medo não vem da parte racional do cérebro. Então a pessoa responde, está tudo bem, e você sente alívio junto com uma pequena e amarga vergonha.

O mais importante sobre o apego ansioso é entender que o comportamento vem depois do medo; ele não é a causa. Mandar uma pessoa ansiosa parar de enviar mensagens seguidas é como mandar alguém parar de se assustar.

Os sinais, as causas e os caminhos reais para superar o apego ansioso começam pelo medo, não pelo celular. Se quiser comparar seu comportamento com esse padrão de forma honesta, este guia sobre os sinais do apego ansioso é um ponto de partida melhor do que um teste de cinco perguntas.

Duas pessoas à mesa — uma inclinada para a frente e a outra para trás

Apego evitativo

O apego evitativo é o reflexo oposto — e também o mais mal interpretado dos quatro.

Se, no início da vida, suas necessidades eram constantemente recebidas com irritação, ausência ou indiferença, a adaptação mais inteligente não seria protestar mais alto. Seria parar de precisar. Resolver tudo sozinho. Não pedir nada. Quem tem um estilo evitativo desdenhoso costuma parecer, por fora, a pessoa mais segura e controlada do ambiente. É independente, mantém a calma nas crises e parece não precisar de muita coisa.

Então o relacionamento fica sério e o bloqueio começa. Não por frieza, mas por alarme. A intimidade real ativa exatamente o sistema que um dia ensinou que depender de alguém não era seguro. Por isso, a pessoa arruma mil ocupações. Encontra no outro um defeito que não existia no mês passado. Precisa de espaço — e precisa agora —, mas geralmente não consegue explicar o motivo de uma forma que faça sentido para o parceiro.

Pessoas evitativas geralmente querem, sim, ser amadas. O problema é que seu sistema nervoso trata o amor como uma ameaça. Se você se reconhece nesse bloqueio, vale entender por que se afasta antes de encerrar mais um relacionamento que, no fundo, não queria terminar.

Leia também: por que você se afasta de quem ama você.

Apego evitativo-temeroso ou desorganizado

O apego evitativo-temeroso, também chamado de desorganizado, pode surgir quando a pessoa que deveria ser fonte de segurança também era fonte de medo.

Isso cria um problema impossível de resolver para uma criança, e a estratégia resultante é justamente a falta de uma estratégia consistente. Ela se aproxima e depois se afasta. Quer intimidade, mas entra em pânico quando a recebe. Quem tem esse estilo pode demonstrar muito carinho na terça-feira e estar inacessível na sexta. Essa mudança brusca confunde tanto a própria pessoa quanto quem se relaciona com ela.

Esse é o menos comum dos quatro estilos e também o que mais recebe autodiagnósticos equivocados. Muitas vezes, quem se identifica assim é, na verdade, uma pessoa ansiosa se relacionando com alguém evitativo — uma combinação que, vista de fora, produz um movimento parecido de aproximação e afastamento. A diferença está em onde esse conflito acontece: no apego evitativo-temeroso, os dois impulsos existem dentro da mesma pessoa. O padrão de aproximação e afastamento do apego evitativo-temeroso mostra como isso aparece no dia a dia.

Esse estilo também é confundido com o evitativo desdenhoso, porque ambos recebem o nome de “evitativo”, apesar de se manifestarem de formas bem diferentes. Se você está em dúvida entre os dois, a diferença entre o apego evitativo desdenhoso e o evitativo-temeroso se resume a uma pergunta: quando se aproxima de alguém, você não sente nada ou se sente dividido?

Como descobrir qual é o seu estilo de apego

Deixe de lado por um momento os testes de “qual é o seu estilo”. A forma mais rápida e honesta de descobrir é responder a quatro perguntas sobre seu comportamento real — não sobre suas intenções.

  1. 1Qual é sua primeira suposição quando a pessoa com quem você se relaciona fica em silêncio? Não o que você diria em voz alta, mas o pensamento que surge em meio segundo. Ela está ocupada aponta para o estilo seguro. Ela está se afastando, e preciso consertar isso aponta para o ansioso. Ótimo, um pouco de espaço para respirar aponta para o evitativo. Os dois, com uma hora de diferença aponta para o evitativo-temeroso.
  2. 2O que você faz quando se sente magoado? Fala de forma clara e direta? Dá indiretas, espera, aumenta a pressão e depois explode? Não diz nada e passa a diminuir mentalmente a importância do relacionamento? Alterna entre as três opções?
  3. 3O que acontece quando alguém está verdadeira e constantemente disponível para você? Essa é a pergunta mais reveladora das quatro, porque separa estilos que poderiam ficar escondidos em um relacionamento ruim. Pessoas seguras relaxam. Pessoas ansiosas relaxam e depois testam a segurança. Pessoas evitativas ficam inquietas e começam a procurar defeitos. Pessoas evitativo-temerosas se sentem sobrecarregadas.
  4. 4Observe seus três últimos relacionamentos. Como eles terminaram? Os padrões se repetem. As pessoas mudam, mas a forma do desfecho geralmente continua a mesma.

É muito mais fácil identificar seu estilo de fora do que de dentro — e muito mais fácil reconhecer o estilo da outra pessoa do que o seu. Se você respondeu às quatro perguntas e diagnosticou seu ex com total confiança, volte e responda novamente pensando em si mesmo. É aí que estão as informações realmente úteis.

Qual estilo de apego é mais difícil de namorar?

A resposta honesta é: depende do seu próprio estilo. Já a resposta mais popular — o evitativo — revela tanto sobre quem está fazendo a pergunta quanto sobre o estilo em si.

Relacionar-se com alguém de estilo evitativo desdenhoso pode ser difícil porque aquilo que você normalmente faria para reparar um conflito é justamente o que piora a situação. Você quer conversar; para a outra pessoa, conversar parece pressão; a pressão provoca ainda mais afastamento. É um ciclo em que boas intenções geram resultados ruins. Por isso, namorar alguém com estilo de apego evitativo exige, em grande parte, desaprender esses impulsos.

Relacionar-se com alguém evitativo-temeroso é difícil por outro motivo: a inconsistência. Você não consegue encontrar um ponto de equilíbrio. A pessoa que estava totalmente envolvida na semana passada parece uma desconhecida nesta semana — e nada do que você fez provocou uma coisa ou outra.

O apego ansioso é barulhento, por isso parece ser o problema. O apego evitativo é silencioso, por isso parece maturidade. Os dois são o mesmo medo usando roupas diferentes.

No fim das contas, “mais difícil” não é uma característica de um estilo isolado. É uma questão de compatibilidade.

Quais estilos de apego combinam mais?

Qualquer combinação que inclua uma pessoa segura tende a funcionar bem. É a resposta menos empolgante possível — e também a verdadeira. Pessoas seguras ajudam a estabilizar a relação. Elas não interpretam o afastamento nem os protestos como ataques pessoais, por isso não alimentam nenhum dos ciclos.

Duas pessoas ansiosas costumam se sair melhor do que muita gente imagina. A relação pode ser intensa e exigir bastante reafirmação, mas ninguém fica em dúvida sobre o desejo de proximidade.

Duas pessoas evitativas podem manter um relacionamento por muito tempo, de forma tranquila, até que alguma situação exija intimidade real e nenhuma das duas saiba o que fazer.

E então temos a combinação sobre a qual todo mundo realmente pergunta: ansioso e evitativo. É a parceria difícil mais comum — e isso não acontece por acaso. No início, cada estilo transmite exatamente o sinal que o outro procura. A autossuficiência da pessoa evitativa parece força e tranquilidade para alguém ansioso. O carinho da pessoa ansiosa parece uma atenção segura e de baixo risco para alguém evitativo. Depois começa a perseguição, começa o afastamento, e cada resposta piora a reação da outra pessoa. É por isso que a combinação entre ansioso e evitativo continua se repetindo com as mesmas pessoas.

Duas pessoas em uma combinação difícil, mas que entendem os próprios padrões, podem se sair melhor do que duas pessoas em uma combinação fácil que não entendem nada do que está acontecendo.

Uma pessoa evitativa pode mudar?

Sim. Mas não é fácil, não acontece sob pressão e quase nunca ocorre apenas porque a pessoa com quem ela se relaciona quer.

A resistência do padrão evitativo tem uma razão estrutural. O apego ansioso é doloroso para quem o vive, então pessoas ansiosas procuram respostas. Já o apego evitativo costuma machucar principalmente os outros, enquanto, por dentro, parece apenas uma atitude razoável. Se seu estilo diz que você não precisa de muita coisa, ele também diz que não existe nada a trabalhar. Esse é um ponto de partida difícil.

O que costuma provocar uma mudança é uma destas três coisas: viver o mesmo final tantas vezes que o padrão se torna impossível de negar; ter ao lado alguém estável o bastante para não confirmar a antiga expectativa; ou trabalhar com um profissional que conheça bem esse terreno. O que realmente ajuda a transformar o apego evitativo envolve poucas soluções rápidas e muita prática para tolerar a proximidade em doses pequenas e suportáveis.

Você não pode fazer esse trabalho por outra pessoa. Pode ser constante e falar com sinceridade sobre suas necessidades, mas não pode desejar a mudança no lugar dela. Esperar que alguém mude não é um plano.

É possível mudar seu estilo de apego?

Essa é a pergunta por trás de todas as outras — e a resposta é mais animadora do que o tom da internet faz parecer.

O estilo de apego é um conjunto de expectativas aprendidas. Essas expectativas mudam quando são contrariadas por evidências consistentes vezes suficientes. É um processo lento, não linear e que não acontece apenas pela leitura de artigos. Mas “aprendido cedo” não significa “permanente”, e não são poucos os adultos que desenvolvem mais segurança ao longo da vida.

O mecanismo não tem nada de glamouroso. Você percebe o padrão enquanto ele acontece, em vez de três semanas depois. Fala claramente sobre o que precisa, em vez de protestar ou desaparecer. Permite que um relacionamento seja um pouco monótono sem concluir que isso significa que ele está quebrado. E então repete tudo isso mais algumas centenas de vezes.

Pessoa sentada perto de uma janela, segurando uma caneca e olhando para fora sob a luz da manhã

O que fazer depois de descobrir seu estilo

Descobrir seu estilo de apego parece uma resposta. Mas não é. É uma pergunta melhor.

O erro mais comum é transformar esse conhecimento em identidade. Sou evitativo, esse é meu jeito. Sou ansioso, então você terá que me reafirmar o tempo todo. Nesse caso, o rótulo vira um escudo — e mantém o padrão exatamente onde está.

Quando usado da maneira certa, esse conhecimento faz algo mais específico e muito mais útil: cria um intervalo de meio segundo entre o gatilho e a reação. A pessoa fica em silêncio, o antigo alarme dispara e, em vez de agir por impulso, você consegue pensar: ah, isso é o padrão, não a situação. Esse intervalo é o mais importante. Todo o resto é construído a partir dele.

Comece pelo estilo para o qual você mais tende e estude aquele com o qual ele mais entra em conflito. Se você é ansioso, entenda o evitativo. Se é evitativo, entenda o que seu afastamento realmente provoca em quem está do outro lado. Grande parte da dor no ciclo ansioso-evitativo nasce da suposição de que o outro está agindo de propósito.

E tenha cuidado com diagnósticos retroativos. Você provavelmente sentirá vontade de reinterpretar, ainda hoje, todos os relacionamentos que já teve por essa perspectiva. Parte disso será uma percepção verdadeira; outra parte será apenas uma história que você está contando a si mesmo. Dê tempo para esse conhecimento se acomodar.

Frequently asked questions
Quais são os 4 estilos de apego?

Os quatro estilos são seguro, ansioso (ansioso-preocupado), evitativo (evitativo desdenhoso) e evitativo-temeroso (desorganizado). Cada um é uma estratégia aprendida para lidar com a mesma questão: quando eu precisar de alguém, essa pessoa estará presente — e é seguro precisar dela?

Qual é o estilo de apego mais difícil de namorar?

Depende do seu próprio estilo. Parceiros evitativos podem ser difíceis porque tentativas saudáveis de reparar conflitos, como conversar, provocam mais afastamento. Já os evitativo-temerosos podem ser difíceis por causa da imprevisível alternância entre aproximação e afastamento. No fim, a dificuldade depende mais da compatibilidade do que de um estilo isolado.

Quais estilos de apego formam os melhores casais?

Combinações com uma pessoa segura tendem a funcionar bem. Duas pessoas ansiosas muitas vezes se saem melhor do que o esperado. A combinação mais difícil — e também a mais comum — é entre ansioso e evitativo, pois cada estilo inicialmente parece oferecer o que o outro procura, até começar o ciclo de perseguição e afastamento.

Uma pessoa com apego evitativo pode mudar?

Sim, mas raramente sob pressão ou apenas porque o parceiro quer. A mudança costuma começar quando o mesmo padrão encerra relacionamentos suficientes para se tornar inegável, quando existe um parceiro constantemente estável ou quando a pessoa trabalha com alguém que entende esse processo. Você não pode desejar a mudança no lugar de outra pessoa.

É possível mudar o próprio estilo de apego?

Sim. O estilo de apego é formado por expectativas aprendidas, e elas podem mudar diante de evidências consistentes. O processo é lento e não linear, mas “aprendido cedo” não significa permanente. O caminho envolve perceber o padrão enquanto ele acontece, comunicar as necessidades diretamente e repetir isso muitas vezes.

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